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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Entre o Amor e a Razão



Por muito tempo ele se perguntou por que acontecem, e por que são impostos, sobre as pessoas determinadas situações perturbadoras e desconexas.

(Pois bem, ele obteve a resposta...).

Ele se julgava o mais são dos homens. Aquele que nunca se abate; que tem a razão como sua principal fonte alimentação. Não se deixava iludir, nem iludia. Criticava a sorte, a amizade, e a paixão...

Porém, este último, o levou à queda... (A vida lhe pregou uma peça).

Uma mulher... Uma voz... Um sonho... E um tormento em seu caminho.

Sua vida já não era a mesma. Seus pensamentos já não fluíam coerentemente...

Em uma tentativa vã passou a fazer ainda mais questionamentos para aliviar sua aflição. Questionamentos estes que geravam respostas com perguntas ainda mais complexas...
(Ele não sabia, mas não existem respostas, tampouco definições para aquilo de mais concreto e mais abstrato que atingem os homens: A paixão. Sim, Ele estava apaixonado... ).

A mulher passou habitar em sua mente; freqüentou exaustivamente suas entranhas... E esse estado de espírito fora do normal lhe causou cansaço e êxtase, euforia e ansiedade...

Ele queria esquecê-la de uma vez por todas, contudo, não conseguia.
E por isso sofreu...
Sua alma clamava pela saída daquele corpo e ir de encontro ao da amada.
E por isso, sua alma também sofreu...

Seus pensamentos refletiam sua angustia, e esta por si, o questionava se ele errou ao aproximar-se daquela jovem.
E ele, com um pouco de sanidade que lhe restava, respondeu que talvez sim. Porém, mesmo com toda aquela enfermidade, estava sendo o erro mais construtivo que já teve, e que é pelo peso da montanha que se mede o tamanho do inferno.

Ele aprendeu que a vida pode ser uma inútil quimera, e que diante dela os homens padecem seus mais incompreensíveis sentimentos. E que são todos seres insignificantes, minúsculos, e, sobretudo, fracos.

Ele viveu entre o sim e o não; entre a paz e o caos;

Entre o Amor e a Razão.


Elmo da Vinci Zaratustra