Mostrando postagens com marcador Minha religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minha religião. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Minha religião

Já tive... Hoje a minha religião é a vida, e acho que a pedagogia ou a filosofia, ou ainda meus livros, e quem sabe ainda, a minha ignorância... Não sei.

Para ser religioso não basta apenas seguir uma ordem. Tem que ter vocação, dom, instinto. E eu tenho certeza que não nasci com tais prelazias. Fui jogado ao vento como quem joga amendoins aos pombos. “- Vai e segue o teu caminho!” Este foi o grito.

Dizem que religião(ões) é/são um mal necessário. Quem a prática desenvolve um lado espiritual bom, bonito e tranqüilo (paz e amor). Será?

Não tenho lado, nem espírito, muito menos beleza interior. O que tenho por dentro são uns amontoados de vísceras e vasos sanguíneos que irrigam minha massa cerebral, e fazem-me escrever palavras in-junçosas, insossas e amargas.

Minha vida segue uma linha... Torta, mas segue. Uma linha que se estende desde nascimento até a morte da dúvida. Ultrapassa qualquer razão. Ou melhor, não tem razão, porque a razão ficou para os loucos, santos e pastores. E pessoas como eu apenas vagam... Vagam pelo vazio, e assim constroem seus próprios mundos; suas próprias pazes e suas próprias agonias.

Pessoas como eu não esperam por milagres, porque quem espera vive um tempo de espera vã. Pessoas como eu não olham para os céus. Pessoas como eu olham para frente, porque podem ver o caminho que trilham e não esbarram em obstáculos inúteis.

Por isso que a minha religião é a vida, e acho que a pedagogia ou a filosofia, ou ainda meus livros, e quem sabe ainda, a minha ignorância... Não sei.


Elmo da Vinci Zaratustra